Comando Sul dos EUA ativa força-tarefa militar para combate a cartéis na América Latina e no Caribe
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O Comando Sul dos EUA ativou a Joint Task Force Western Hemisphere para combater cartéis na América Latina, parte da estratégia de Trump que classifica organizações criminosas como terroristas. A matéria enfatiza críticas jurídicas à ofensiva, destacando a ausência de provas públicas sobre as embarcações destruídas, mortes de ao menos 193 pessoas e questionamentos parlamentares sobre possíveis crimes de guerra, incluindo o uso de 'double tap' contra sobreviventes.
A matéria apresenta a tese do pesquisador Oswaldo Zavala de que o conceito de 'cartel' é uma construção narrativa criada por instituições norte-americanas, sobretudo a DEA, para legitimar a militarização da América Latina e servir como ferramenta de intervenção geopolítica dos EUA. O enquadramento privilegia a crítica à política antidrogas impulsionada por Washington, atribuindo à militarização — e não ao tráfico em si — a responsabilidade central pela violência no México, alinhando-se a uma perspectiva que questiona o poder estatal e o imperialismo norte-americano.
A matéria informa que o Brasil participa, ao lado de outros 17 países, dos exercícios militares conjuntos Panamax 2026, realizados no Panamá de 3 a 13 de agosto, coordenados pelo Comando Sul dos EUA. O texto também menciona a ativação de uma força-tarefa do Southcom para combate ao tráfico de drogas na América Latina, integrada ao Escudo das Américas, coalizão lançada pelo governo Trump em março de 2026.
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